O amor tem razões que a própria razão desconhece.
Não se ama para agradar, não se ama para ser reconhecido(a), nem para receber algo em troca. Tampouco se ama apenas para ser amado(a) de volta.
O amor profundo encontra satisfação no simples fato de se expressar. Ele é feliz por existir alguém que desperta e eleva a capacidade de manifestar esse sentimento.
À medida que evoluímos na nossa jornada do amor, compreendemos que cada pessoa ama de uma maneira diferente. Cada ser humano encontra-se em um degrau próprio de sua evolução humana e espiritual.
Quando o amor ainda se frustra com a ausência de reciprocidade, continua sendo amor, porém em uma fase em que ainda espera retorno. É um amor que manifesta chateações, birras, tristeza ou raiva; um amor que, por vezes, deseja reivindicar o direito de ser amado(a) na mesma medida em que ama.
A verdadeira blindagem do amor está em sua autenticidade. O amor manifesta-se por sua própria natureza; não se encaixa em padrões, nem calcula a medida da entrega. Há uma forma de amar tão profunda que, para alguns, pode até parecer loucura. Julgam exagerada a pessoa que se doa intensamente. Entretanto, só podemos oferecer aquilo que possuímos. E existem pessoas cuja essência transborda amor com tamanha intensidade que sua capacidade de amar surpreende e, por vezes, desconcerta aqueles que ainda vivem apenas na superfície desse sentimento.
O amor, quando amadurece, deixa de ser uma negociação e torna-se uma expressão do próprio ser. Ele não depende da resposta do outro para continuar existindo; encontra sua plenitude no ato de amar.
Aracaju, 23 de julho de 2026.
Ângela Santos de Oliveira
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