A beleza da vida, quando verdadeiramente contemplada, é sentida na alma. Isso não significa que ela não possa ser percebida pelos olhos ou pelos demais sentidos. Pelo contrário: a beleza do invisível potencializa as percepções sensoriais e nos permite enxergar além do que está imediatamente diante de nós.
Mas é preciso aprender a enfrentar os medos, amar o silêncio e permitir-se sonhar com a utopia. A crença no invisível não nasce apenas daquilo que os olhos conseguem reconhecer como realidade concreta. Ela nos movimenta, gera energia, alimenta a esperança e nos impulsiona a ir além.
Desejo a todos a coragem de buscar o invisível e de descobrir que viver e maravilhar-se são possibilidades que existem onde quer que estejamos, independentemente do patamar da vida em que nos encontramos.
Contemple.
Comece permitindo-se pausas e momentos de relaxamento. Sente-se, respire, olhe para o horizonte e permita que sua imaginação atravesse aquilo que os olhos alcançam.
Veja além.
Às vezes, é justamente quando silenciamos o mundo visível que conseguimos perceber a beleza que a alma já sabia existir.
Ângela Santos de Oliveira
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