Quanto mais aprendemos que, à medida que subimos, o ar se torna mais rarefeito, mais somos convidados a buscar o nosso próprio eixo de equilíbrio.
Talvez uma das melhores fases da vida seja aquela em que encontramos pontos de equilíbrio e uma sensação de agradabilidade mesmo em meio às demandas, aos desafios e às imperfeições do cotidiano. É quando aprendemos a nos priorizar sem precisar diminuir ninguém e compreendemos que não podemos exercer sobre nós a pressão de corresponder às expectativas de quem ainda não encontrou o próprio eixo.
Também aprendemos que nenhuma falta precisa nos faltar quando existe presença interior.
O tempo do outro é do outro. O tempo de cada conquista também tem seu próprio ritmo. E o tempo de alguém ou de alguma realização não define o nosso valor pessoal.
Os resultados da nossa caminhada podem ser contemplados pelo nosso próprio prisma, sem depender exclusivamente das aprovações, dos aplausos ou das validações alheias. Afinal, reconhecer o próprio caminho também é uma forma de liberdade.
A felicidade não precisa ser procurada como algo distante, escondido fora de nós. Ela pode nascer de dentro, na presença, na consciência, na paz possível e na capacidade de habitar a própria alma.
Porque, quando encontramos nosso eixo, já não precisamos viver tentando provar o nosso valor.
Aracaju, 24 de setembro de 2026.
Ângela Santos de Oliveira
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