As pessoas investem tempo e dinheiro em tantas coisas, mas, muitas vezes, esquecem de investir naquilo que verdadeiramente dá sentido à vida: as pessoas.
O maior mandamento já nos ensinou: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Existe ensinamento mais profundo sobre a importância de reconhecer o valor da vida e dos relacionamentos humanos?
Nós investimos em nossa amizade, e não há como não reconhecer que esse investimento deu certo. Afinal, quando existe amor por amor, respeito, reciprocidade e vontade de cultivar o bem, constrói-se uma das maiores alianças que podem existir entre as pessoas.
Tenho amizades que começaram ainda no jardim de infância, outras nos lugares onde estudei e trabalhei. Os amigos dos meus irmãos também se tornaram meus amigos; os amigos dos meus pais, do meu esposo e dos meus filhos passaram a fazer parte dessa grande rede de afetos. Nessa caminhada, também guardo um carinho especial pelos idosos, que carregam histórias, experiências e ensinamentos que merecem ser acolhidos e respeitados, e pelos meus mestres e minhas mestras, que contribuíram para minha formação, dentro e fora dos espaços de aprendizagem.
E assim também acontece com meus alunos, suas famílias e tantas pessoas que a vida coloca em meu caminho. Cada encontro pode representar uma oportunidade de aprender, ensinar, compartilhar e construir algo bom.
Percebo que a amizade não precisa ficar limitada ao tempo, ao sobrenome, ao ambiente ou às circunstâncias em que começou. Ela pode atravessar gerações, aproximar famílias, unir histórias e permanecer viva mesmo quando a distância ou o tempo modificam a rotina.
Talvez seja isso que torne os vínculos verdadeiros tão especiais: não precisamos ter a mesma origem para compartilhar o mesmo sentimento de consideração, carinho e respeito.
Investir nas pessoas é cultivar jardins que florescem de diferentes maneiras. Algumas amizades florescem na infância, outras na vida adulta; algumas permanecem próximas, outras seguem caminhos diferentes, mas todas podem deixar sementes de aprendizado, gratidão e amor.
O amor ao próximo não deve ser apenas uma palavra bonita ou um ensinamento que repetimos. Precisa ser uma prática cotidiana, demonstrada na maneira como acolhemos, respeitamos, cuidamos e reconhecemos a importância de cada pessoa, em todas as fases da vida.
No fim das contas, os bens materiais podem representar conquistas, mas são os vínculos construídos com verdade que dão significado a muitas das nossas conquistas.
Que nunca nos falte disposição para investir nas pessoas. Porque o amor, quando é verdadeiro, não empobrece quem oferece: multiplica aquilo que há de melhor em todos nós.
Esta mensagem é uma homenagem às amizades que tenho, às pessoas que passaram pela minha vida e àquelas que continuam caminhando comigo.
Ângela Santos de Oliveira
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