Uma das grandes questões do ser humano

As pessoas querem bênçãos, mas não querem dedicar tempo ao amor pelo aprendizado. Querem ter mais, mas não desejam aprender mais.

Querem dinheiro, mas não querem aprender com as dificuldades de não o possuir.

Querem amor, mas não sabem ser um modelo de amor.

Querem lealdade, mas, ao primeiro gesto de autenticidade do outro, desejam vê-lo no inferno apenas por dizer a verdade.

Querem viver momentos felizes, mas não conseguem se alegrar com a felicidade alheia. Se não possuem algo, também não se sentem bem ao ver outra pessoa possuí-lo.

As pessoas desabafam seus problemas, mas raramente revelam a sinceridade do próprio íntimo, porque nem mesmo desejam enxergar a si mesmas como realmente são.

As máscaras sociais consomem tempo, energia e dinheiro que poderiam ser empregados de maneira muito mais responsável, com honestidade e sinceridade. Nem toda abundância e nem toda generosidade habitam a verdade, quando não são vividas com responsabilidade.

Pode ter certeza: o ser humano ocupa-se muito mais com as máscaras do que com a verdade. Os sábios aprenderam a superar a solidão e a transformá-la em solitude, em contemplação, em tempo fecundo e em paz interior. Quando as máscaras deixam de seduzir, sobra tempo, sobra energia e, muitas vezes, até os recursos materiais são administrados com mais sabedoria.

Os sábios buscam a própria essência, e a essência, para quem vive a verdade, é Deus manifestando-se dentro e fora de nós.

Aracaju, 24 de julho de 2026.

Ângela Santos de Oliveira

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