Procuro me aprofundar cada vez mais em minha atividade educacional e amo tudo aquilo que amplia o conhecimento, enriquece a mente e contribui para o desenvolvimento humano.
O ser humano possui bilhões de neurônios e uma extraordinária capacidade de estabelecer conexões, aprender, adaptar-se e desenvolver novas possibilidades ao longo da vida. Essa capacidade nos revela o quanto nascemos dotados de potencial. Somos, em certo sentido, seres extraordinariamente ricos em possibilidades.
É nesse ponto que compreendo a importância da educação: possibilitar que esses seres se tornem cada vez mais pensantes, conscientes e capazes de utilizar seus potenciais. Caso contrário, muitas capacidades permanecem adormecidas ou subutilizadas. Potencial não desenvolvido é possibilidade que ainda não encontrou caminhos para se transformar em ação.
A neuroplasticidade demonstra que o cérebro possui capacidade de modificar suas conexões a partir das experiências, da aprendizagem e dos estímulos recebidos. Educar, portanto, é também criar condições para que o indivíduo desenvolva competências para pensar, aprender, fazer escolhas, resolver problemas, gerenciar a própria vida e buscar formas mais conscientes de satisfazer suas necessidades e realizar seus projetos.
Precisamos ser honestos conosco e perguntar: estamos utilizando nosso potencial para transformar nossa realidade ou estamos apenas enxergando aquilo que nos falta, nossas carências e nossos problemas?
Para mim, Deus não nos criou destinados à pobreza de possibilidades. A própria natureza nos oferece condições para desenvolvermos capacidades e buscarmos aquilo que é necessário à nossa existência. Entretanto, desejos podem ser inúmeros. E precisamos refletir: eles realmente nos realizam ou nos escravizam em uma busca incessante por coisas que nunca parecem suficientes?
Educar é, portanto, muito mais do que transmitir informações. É ajudar o ser humano a reconhecer suas possibilidades, desenvolver sua capacidade de pensar e transformar conhecimento em ação.
Talvez uma das maiores riquezas que possuímos seja justamente esta: a capacidade de aprender, mudar, criar e nos tornar aquilo que ainda podemos ser.
Aracaju, agosto de 2026.
Ângela Santos de Oliveira
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